Laryssa Borges
Direto de Brasília
Brasília
» STF decide hoje destino de ministro
» STF adia julgamento de Paulo Medina
» Ministro: ele seria preso em último caso
» STF: julgamento será em sessão aberta
O STF retomou nesta manhã o julgamento do magistrado, afastado de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o ano passado sob a acusação de comercializar sentenças. O ministro teve seu nome envolvido na Operação Furacão, da Polícia Federal, desencadeada em 13 de abril de 2007. Gravações da própria PF, obtidas com autorização judicial, apontam o irmão do juiz, Virgílio Medina, ao supostamente negociar o pagamento de R$ 1 milhão para a concessão de uma liminar que liberava o funcionamento de 900 máquinas caça-níqueis em Niterói, no Rio de Janeiro. Paulo Medina é apontado pelos policiais como a pessoa central no esquema.
Ao observar que a Suprema Corte não se sentia constrangida em decidir o destino de um ministro do Poder Judiciário, Grau comentou que "esse é um processo como qualquer outro". "Não é mais nem menos importante que um homem que roubou um pão", disse.
O ministro Carlos Ayres Britto, por sua vez, afirmou que o Supremo não julgaria o caso com parcialidade. "Uma das coisas mais importantes já foi feita ontem, abrir a sessão. Justiça e sessão secreta são como água e óleo, não combinam. A transparência é um dos pilares mais sólidos da democracia", afirmou.
No julgamento desta quinta, se declararam impedidos os ministros Joaquim Barbosa, que se considerou suspeito para analisar o caso, e Menezes Direito, que, quando ocupava o STJ, já havia participado do julgamento que afastou Paulo Medina.
Redação Terra