STF decide hoje destino do ministro Paulo Medina

20 de novembro de 2008 • 04h12 • atualizado às 04h12

Em sessão extraordinária marcada para hoje é que o Supremo Tribunal Federal vai decidir se aceita ou não a denúncia do procurador-geral da República contra o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça. Ele é acusado de corrupção passiva, prevaricação e formação de quadrilha para beneficiar a chamada máfia dos caça-níqueis, desbaratada pela Operação Furação, da PF, ano passado.

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Na sessão que durou toda a tarde de ontem, o ministro-relator Cezar Peluso leu o seu relatório e o chefe do Ministério Público, Antonio Fernando de Souza, reiterou suas acusações baseadas em escutas telefônicas que duraram mais de seis meses. Os advogados de defesa concentraram suas sustentações orais na invalidade das transcrições dessas escutas que, segundo eles, foram "editadas". O advogado do ministro Medina, Antonio Carlos Castro, chegou a chamar os investigadores policiais de "tiras hermeneutas", e afirmou não haver conversa gravada que prove ter seu cliente aceitado qualquer propina da "suposta quadrilha".

Além do ministro do STJ, outros magistrados são denunciados e podem passar à condição de réus em ação penal, como o desembargador Carreira Alvim, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro).

JB Online
 
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