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Na sessão que durou toda a tarde de ontem, o ministro-relator Cezar Peluso leu o seu relatório e o chefe do Ministério Público, Antonio Fernando de Souza, reiterou suas acusações baseadas em escutas telefônicas que duraram mais de seis meses. Os advogados de defesa concentraram suas sustentações orais na invalidade das transcrições dessas escutas que, segundo eles, foram "editadas". O advogado do ministro Medina, Antonio Carlos Castro, chegou a chamar os investigadores policiais de "tiras hermeneutas", e afirmou não haver conversa gravada que prove ter seu cliente aceitado qualquer propina da "suposta quadrilha".
Além do ministro do STJ, outros magistrados são denunciados e podem passar à condição de réus em ação penal, como o desembargador Carreira Alvim, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro).
JB Online