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"O caso deveria ter sido registrado como racismo, mas o delegado da Polícia Federal não entendeu assim. Espero que a Justiça entenda que ocorreu racismo. Esse crime não admite fiança e eles ficariam presos. Meus clientes devem fazer valer seus direitos", disse o advogado Tales Camargo.
Dudu e a mulher, Adriana Bombom, foram xingados e um dos funcionários do vôo 951 da companhia aérea imitou um macaco para agredir o sambista, na chegada ao Brasil, segunda-feira. "Se nesse momento da eleição do Obama acontece isso, imagine se fosse o McCain?", questiona o cantor. "Fomos todos constrangidos, mas o preconceito não foi apenas racial, porque havia negros americanos que foram respeitados. Nos discriminaram também por sermos brasileiros."
De volta aos EUA
O comissário Carlos Carrico, acusado também de ter ferido com uma caneta o produtor Ivan Corrêa Júnior, e a colega Tatiana Cooley embarcaram para os EUA terça-feira. Para prestar depoimento, a Polícia Federal (PF) pode intimá-los através da companhia aérea ou descobrir, por meio da relação de tripulantes da American Airlines, quando estarão escalados em um novo vôo para o Brasil. Nesse caso um agente pode aguardá-los na porta da aeronave e acompanhá-los até a delegacia da PF.
Como o inquérito está em fase de investigação, Tatiana e Carlos ainda não foram indiciados. Ela poderá responder por injúria simples, por ter chamado Bombom de estúpida, e Carlos, por lesão corporal e injúria qualificada por racismo.
Segundo funcionários da PF e da Receita Federal no Aeroporto Internacional, não é a primeira vez que Carlos tem desentendimentos com passageiros. Por isso, já teria sido demitido duas vezes pela American Airlines, mas foi readmitido porque é sindicalizado e a companhia teria sofrido pressões. A empresa não comentou.
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