Rio: Alerj aprova aumento de 5% para serventuários

20 de novembro de 2008 • 03h31 • atualizado às 03h31

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o aumento de 5% para os serventuários a partir de setembro. Ontem, após uma votação apertada, a Casa definiu os novos salários de 20 mil funcionários do Estado.

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O projeto de lei original indicava 7,3% de aumento retroativo a maio. Após a votação, o Sind Justiça (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário) fez uma assembléia e decidiu manter a greve, que dura quase dois meses.

"Se eles tivessem concedido os 5% de aumento retroativos a maio, teríamos chances de recuperar as perdas, entraríamos em um consenso e terminaríamos a greve, mas assim, fica difícil", explicou um dos membros do comando de greve, Alzimar Andrade.

O objetivo é reivindicar que a data-base da categoria seja cumprida. A data determina que qualquer reajuste tem que valer a partir de maio. Contudo, parte da Alerj vetou essa data e aprovou o aumento retroativo a partir de setembro.

O sindicato também vai lutar por outros benefícios junto ao Tribunal de Justiça, como o pagamento de vale-transporte e creche para crianças de até sete anos.

Segundo o Sind Justiça, o deputado Paulo Ramos (PDT) informou para o comando de greve que o salário pago em dezembro já será depositado na conta dos serventuários com o aumento, mais três meses de retroativos (setembro, outubro e novembro), além do 13º.

Apesar de, na terça-feira, ter recebido a liminar da 15ª Vara Federal, que determina o retorno de 50% dos serventuários ao trabalho, o sindicato garantiu que não vai cumprir a decisão.

Ontem, eles ingressaram com pedido de suspensão da liminar, pois defendem que as causas mais urgentes estão sendo atendidas, como habeas-corpus. Segundo o comando de greve, a decisão de manter a greve é individual. Não é o sindicato que manda.

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