» Rio: PM é ferido em operação no morro
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"Não temos data para sair daqui. Vamos deixar quarenta homens durante 24 h por dia, por tempo indeterminado. A intenção é dar um choque de ordem. Com a nossa presença, empresas de serviço público e a prefeitura poderão entrar tranqüilamente para regularizar a questão de gatos de energia e de TV à cabo, comércio irregular e outros tipos de irregularidades", afirmou o comandante da operação, tenente-coronel Gileade Albuquerque, do 2º BPM (Botafogo).
Na chegada da polícia, houve confronto, mas ninguém ficou ferido. Apenas um policial se machucou ao disparar acidentalmente a própria arma. Por causa do terreno molhado pela chuva, o sargento Eduardo Creazola, do 2º BPM, teria escorregado e com isso, seu fuzil disparou, atingindo a perna direita. Ele foi levado ao Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, onde foi operado.
O principal alvo da polícia era o chefe do tráfico Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano, mas ele não foi encontrado.
Dois helicópteros e cães farejadores também apoiaram a ação que resultou na apreensão de armas, munições, máquinas caça-níqueis, além de aparelhos de som usados em bailes funk. O material foi recolhido porque, de acordo com o comandante da operação, a Justiça proibiu eventos com música na região.
Para o oficial, o espaço foi reformado e uma proteção acústica foi feita para que o som dos bailes não chamassem a atenção da polícia. "Acredito nisso porque os bailes vinham acontecendo e não ouvíamos a música. Os moradores não estavam mais reclamando como antes", afirmou.
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