Laryssa Borges
Direto de Brasília
Brasília
» Ministro: ele seria preso em último caso
» STF: julgamento será em sessão aberta
» STF julga denúncia contra Medina
Afastado de suas funções desde o ano passado sob a acusação de vender sentenças judiciais, o ministro teve seu nome envolvido na Operação Furacão, da Polícia Federal, desencadeada em 13 de abril do ano passado.
Gravações da PF, obtidas com autorização judicial, apontam o irmão do juiz, Virgílio Medina, negociando o pagamento de R$ 1 milhão para a concessão de uma liminar liberando o funcionamento de 900 máquinas caça-níqueis em Niterói (RJ). Paulo Medina é apontado pelos policiais como a pessoa central no esquema.
Durante a sessão plenária desta quarta-feira, o advogado do magistrado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, defendeu a honradez de Medina e comparou as denúncias a um "calvário (...) suficiente para liquidar parte do juiz e parte do homem". "Encontrei um homem moralmente quebrado, com indignação profunda", defendeu.
Criado em 1989, o STJ teve apenas um caso parecido com de Paulo Medina. Em 2004, o ministro Vicente Leal pediu aposentadoria após indícios de sua vinculação com a Operação Diamante, também de venda de decisões judiciais. Catorze meses após a abertura de investigação no STJ, Leal requereu aposentadoria para, segundo ele, evitar "recíprocos constrangimentos".
A sessão do STF que discutirá o destino de Paulo Medina também irá avaliar a participação do desembargador José Eduardo Carreira Alvim, do juiz federal do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, Ernesto Pinto Dória, do procurador regional João Sérgio Leal Pereira e do advogado Virgílio Medina. O desembargador José Ricardo de Siqueira Regueira, citado na Operação Furacão, faleceu em julho.
Redação Terra