» PR: menina morta em casa é enterrada
» Suspeito diz que tentou ajudar menina
» Suspeito dormia sob cama de menina
» PR: homem teria matado por vingança
Mariano Torres Ramos Martins, 45 anos, contou, no fim da manhã, que enforcou a criança com um cordão de sapato depois de molestá-la sexualmente. "Obtivemos todos os detalhes do crime e a confissão do culpado. A justiça será feita", afirmou o delegado do 12º Distrito Policial, Rogério Martins de Castro.
Segundo o delegado, além de Martins ter confirmado que assassinou a menina, ele contou detalhes do dia do crime, até então desconhecidos pela polícia, e negou a participação de Maura Bela Rosa, mãe da garota, na morte.
No segundo depoimento de Martins à polícia, ele disse que entrou na casa de Maura, por volta das 20h. O padrasto da menina, Mario Luiz de Castro, não estava na casa. De acordo com o criminoso, ele e Maura usaram crack por algum tempo, enquanto Lavínia e sua irmã de 5 anos dormiam no quarto.
Conforme relatado por Martins, a droga teria acabado e Maura, saído de casa para buscar mais crack. O homem contou para a polícia que ouviu o padrasto das crianças chegar em casa. Ele teria esperado que o morador pegasse no sono e, então, subido na cama e molestado Lavínia, que teria acordado e gritado, por isso, pegou um cordão de sapato e enforcou a garota.
Ontem, o delegado ouviu o padrasto e a mãe da menina, que teriam mudado a versão do primeiro depoimento. "Foi confirmado que a mãe de Lavínia era usuária de crack. Ela costumava se drogar junto com Mariano na sua própria casa, geralmente dentro do banheiro. Mariano tinha livre acesso à residência, mesmo sem que ninguém estivesse lá", afirmou o delegado, que decidiu ouvir mãe e padrasto novamente devido a informações conflitantes nos depoimentos.
Em seu primeiro depoimento, Maura havia contado para a polícia que estava dormindo em sua cama com Lavínia, por volta das 22h de sábado, quando acordou incomodada com a falta de espaço. A mãe da menina teria tentado acordá-la e nesse momento ouviu um gemido, constatando que Martins estava embaixo da cama.
Os dois afirmaram que tentaram pegá-lo, mas acabaram voltando para ver como estava a menina. Nesse momento, notaram que Lavínia estava gelada e a levaram para um posto de saúde, onde foi constatada sua morte.
Redação Terra