Hermano Freitas
Direto de São Paulo
São Paulo
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O procurador, Rodrigo de Grandis, afirmou que todas as provas "estão formadas" e que as alegações da defesa já foram refutadas. "Esperamos a condenação e temos elementos suficientes para acreditar numa pena bem acima do mínimo legal", disse de Grandis. Ele afirmou ainda que a pena nesses casos pode chegar a 12 anos de reclusão.
O professor Hugo Chicaroni foi o primeiro a chegar e declarou ter medo de ser preso. "Tenho medo de ser preso sim, afinal, sou um cidadão comum", disse. O banqueiro Daniel Dantas e o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz chegaram sem falar com a imprensa.
O defensor de Dantas, o advogado Nélio Machado, fez duras críticas ao juiz Fausto de Sanctis. "Confio no judiciário, obviamente não confio no magistrado", afirmou. Machado afirmou ainda ter anexado mais de 100 documentos à peça de defesa, que agora soma, de acordo com ele, 300 páginas. "Fiz uma radiografia de todas as violências e de toda a farsa da perseguição contra meu cliente. Se o juiz (de Sanctis) for magistrado de fato absolverá meu cliente", disse Machado.
Questionado sobre temer ou não a prisão do banqueiro, o defensor afirmou que tem "preocupação fundada" diante do que chamou de "apaixonamento" do juiz perante a causa. "Meu cliente é um troféu medieval", disse Machado.
O juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto de Sanctis, recebe nesta quarta-feira as alegações finais da defesa do banqueiro Daniel Dantas, de Hugo Chicaroni e de Humberto Braz. A expectativa é que o processo que apura denúncias de tentativa de suborno de delegados da Polícia Federal seja concluído até sexta-feira e que a sentença seja prolatada. O advogado de Dantas afirmou que, em caso de condenação, recorrerá.
Redação Terra