Nova Iguaçu: laudo descarta morte de mulher por dengue

18 de novembro de 2008 • 22h42 • atualizado às 22h57

Paula Máiran

Brasil


A prefeitura de Nova Iguaçu (RJ) divulgou nesta noite um laudo no qual descarta a dengue como causa da morte de Daniela de Souza, 22 anos, na última quinta-feira. Realizado pelo Laboratório Central Noel Nutels, do governo estadual, o exame conhecido como Elisa analisou amostra de sangue colhida em 11 de novembro no Hospital Municipal da Posse, de onde a jovem foi transferida na mesma noite para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), que fica na zona norte do Rio de Janeiro.

» Rio: polícia apura erro médico
» Rio tem 1ª morte após epidemia
» Veja os sintomas e identifique a dengue
» Leia mais notícias do jornal JB Online

O diretor do Hospital da Posse, médico Marcos de Souza, afirmou que o resultado não reativo do exame de sangue de Daniela não descarta a hipótese de dengue do tipo hemorrágico como causa da morte da jovem. De acordo com ele, esse exame pode resultar negativo em um período conhecido como "janela de resposta imunológica"

Para Souza, os sintomas indicavam na ocasião a dengue como principal causa do óbito de Daniela. "Essa paciente tinha uma série de sintomas que ajudaram a pôr a dengue em primeiro lugar como hipótese. Esse resultado do exame não descarta essa hipótese, apenas ela deixa de estar em primeiro lugar", afirmou.

O método Elisa consiste em um teste imunoenzimático para a detecção de anticorpos específicos no plasma sangüíneo. Costuma ser utilizado para o diagnóstico de doenças que induzem a produção de imonuglobulinas.

Segundo Souza, na epidemia do primeiro semestre, houve muitos exames de pacientes mortos com sintomas clássicos de dengue. "Em certo momento da coleta do sangue, o exame pode dar negativo mesmo havendo a doença", disse.

No caso de Daniela, segundo nota da Secretaria de Saúde do Estado da data da morte, a dengue foi posta em primeiro lugar como hipótese de diagnóstico. As outras suspeitas seriam de meningite do tipo viral ou bacteriano, ou outro tipo de virose.

"O fato é que ela morreu de uma doença de características muito graves. Não dá para baixar a guarda (em relação ao risco de uma nova epidemia de dengue). O que se tem de fazer agora é monitorar se haverá novos casos na região", disse o diretor.

Especialista em dengue e diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, o clínico Eraldo Bulhões também afirmou não ser possível nesses casos eliminar o diagnóstico de dengue hemorrágica apenas com base no resultado do exame. "Houve muitos casos durante a epidemia passada de exames que deram negativo em função das circunstâncias, procedimentos e período em que foram colhidas as amostras de sangue", explicou.

JB Online
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »