A Comissão da
Reforma Tributária, da Câmara dos Deputados, encerrou
hoje (18) a discussão sobre a proposta, após a grande
maioria dos parlamentares manifestar suas posições
favoráveis ao contrárias a pontos do relatório
apresentado pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO).
Embora a discussão
já tenha terminado, o presidente da comissão, deputado
Antônio Palocci (PT-SP), e o relator ainda vão se reunir
na noite de hoje com alguns secretários estaduais de Fazenda
para buscar um entendimento sobre alguns pontos questionados pelos
estados.
Ainda hoje à
noite, a comissão volta a se reunir para que Mabel responda
aos questionamentos feitos pelos deputados durante a discussão
da reforma tributária. Segundo Palocci, o relator poderá acatar algumas das
propostas dos parlamentar e incluí-las, caso considere
necessário, em um voto separado, que será apresentado
na reunião de amanhã (19) da comissão.
Palocci também
informou que o relator poderá incluir, em voto completar a ser
apresentado amanhã para votação no plenário
da comissão, algumas das propostos que serão
apresentadas pelos secretários de Fazenda. Palocci assinalou
que, embora a reforma tenha sido amplamente discutida, "há
pontos em que não se terá acordos e que a decisão
será mesmo no voto".
Na reunião de
amanhã da comissão, Mabel apresentará o seu
parecer final com as possíveis alterações feitas
a partir da discussão da proposta na comissão e das
reuniões com os secretários estaduais de Fazenda.
Lido o parecer, Palocci
abrirá prazo de algumas horas para que os deputados apresentem
seus destaques que visam a alterar o texto do relator. Encerrado esse
prazo, ele dará início a votação do texto
principal da reforma, ressalvados os destaques. "Acho possível
votar o texto principal amanhã, mas acho difícil
concluir a votação da reforma até quinta-feira,
em função do número de destaques que poderão
ser apresentados", disse Palocci.
Durante a discussão
da reforma tributária, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ)
sugeriu que a comissão votasse o texto principal e deixasse os
destaques que visam a alterar o texto para votados no plenário
da Câmara, quando a reforma for levada à votação.
Só se for aceita por todos os deputados, a proposta de
Teixeira poderá ser concretizada. Do contrário, caberá
à comissão votar todos os destaques.
Ao discutir a matéria,
Palocci afirmou que, ao contrário das criticas de que a
matéria está sendo pouco discutida, a reforma
tributária vem sendo debatida na Câmara e com os
diversos segmentos da sociedade há pelo menos 13 anos. "Esse
texto não foi gestado em poucos meses, mas em muitos anos de
debates."