PR: suspeito diz que tentou ajudar menina após queda

17 de novembro de 2008 • 12h26 • atualizado às 12h59

Roger Pereira
Direto de Curitiba

São Paulo


O morador de rua Mariano Torres Ramos Martins, 45 anos, suspeito de ter assassinado a menina Lavínia Rabech da Rosa, negou o crime, em depoimento à polícia na tarde de ontem. Ele disse que andava pela rua, quando viu a menina cair da bicicleta ao enrolar-se em fios de luz que estavam no chão. Martins afirmou ainda que resgatou a criança e a levou para dentro de casa, mas, quando a colocou na cama, já estaria morta.

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O suspeito era conhecido da vizinhança onde a menina morava e recebia, freqüentemente, alimentos da família de Lavínia. O delegado Rogério Martins de Castro, do Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão confirmou que ele foi detido pelos vizinhos até que a polícia chegasse ao local e chegou a ser linchado. Ferido, Martins foi encaminhado ao Hospital Cajuru. Após deixar a unidade médica, foi preso do Centro de Triagem II.

Lavínia morava em uma casa humilde, na rua Theodoro Prazmoski, Vila Esperança, zona leste de Curitiba, com a mãe, uma irmã mais nova e o padrasto. Apesar das dificuldades, eles ajudavam o morador de rua, que se apresentava como andarilho e não tinha lugar para dormir. Vizinhos contaram à polícia que, às vezes, ele era recolhido na casa.

A mãe da menina, Maura Bela Rosa, contou para a polícia que, por volta das 22h de sábado, ouviu gemidos vindos debaixo da cama da menina e flagrou Martins, que fugiu pela janela. Ela acredita que ele tenha entrado na casa enquanto o padrasto dormia no sofá da sala e ela saiu para telefonar. Ela suspeita que ele tenha se escondido embaixo da cama quando ouviu a mãe da menina aproximar-se do quarto.

Os pais de Lavínia tentaram seguir o andarilho e só depois perceberam que a menina estava ferida e com marcas de estrangulamento. Eles a levaram a um posto de saúde, mas ela já chegou ao local sem vida. O corpo da menina foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) e o laudo da causa de sua morte deve sair daqui a 30 dias. A suspeita de estupro ainda não foi confirmada pelo IML.

"A polícia agiu com muita rapidez. O suspeito já está detido e as devidas providências para punir os culpados desse crime estão sendo tomadas", disse o delegado, que informou que Mariano é foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, e tem mandado de prisão expedido por três crimes - um de porte ilegal de armas e outros dois por roubo. Para o delegado, "o flagrante já está oficializado e Mariano vai responder por homicídio".

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