Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
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O relatório também lista 170 comunidades dominadas por grupos paramilitares. Segundo o deputado, ele será encaminhado ao Ministério Público para que seja oferecida denúncia contra os acusados de integrar milícias. A Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do Rio também receberão cópias. "O documento já tem muitas provas, pois a Polícia Civil ajudou no processo da CPI", disse Freixo.
De acordo com o presidente da CPI, além de apontar suspeitos, o documento tem uma série de propostas para o enfrentamento das milícias, entre elas a desmilitarização do Corpo de Bombeiros, para que os integrantes da corporação não usem mais armas.
Outra proposta é a criação de um grupo envolvendo o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Civil. "Esse procedimento pode fortalecer o trabalho que hoje é feito apenas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco)", disse.
Embora o presidente da CPI tivesse manifestado seu desejo de manter o Disque Milícia, que recebeu 1.062 denúncias, o serviço será extinto. Segundo o parlamentar, já existem serviços semelhantes, como o Disque Denúncia. O deputado vai propor à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a criação de uma ouvidoria voltada exclusivamente para a ação desses grupos.
A CPI trabalhou por 150 dias ouvindo profissionais da segurança pública, especialistas na área, pessoas indiciadas pelo Ministério Público Estadual e pela Secretaria de Segurança, representantes de cooperativas de transporte coletivo de vans e de TVs por assinatura, entre outros. O relatório final da comissão deverá ser votado no plenário da Alerj até o final deste mês.
Com informações de O Dia e JB Online
Redação Terra