CPI das Milícias pede indiciamento de mais de 150

13 de novembro de 2008 • 20h43 • atualizado em 14 de novembro de 2008 às 09h42

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


O presidente da CPI das Milícias na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Marcelo Freixo (Psol), afirmou que o relatório final da comissão, aprovado por unanimidade nesta quinta-feira, tem mais de 150 pedidos de indiciamento. Segundo ele, os nomes de pelo menos três políticos constam no documento: os vereadores Nadinho de Rio das Pedras e Jerônimo Guimarães, o Jerominho, além do vereador eleito Cristiano Girão. O deputado explicou que só divulgará mais detalhes nesta sexta-feira.

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O relatório também lista 170 comunidades dominadas por grupos paramilitares. Segundo o deputado, ele será encaminhado ao Ministério Público para que seja oferecida denúncia contra os acusados de integrar milícias. A Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do Rio também receberão cópias. "O documento já tem muitas provas, pois a Polícia Civil ajudou no processo da CPI", disse Freixo.

De acordo com o presidente da CPI, além de apontar suspeitos, o documento tem uma série de propostas para o enfrentamento das milícias, entre elas a desmilitarização do Corpo de Bombeiros, para que os integrantes da corporação não usem mais armas.

Outra proposta é a criação de um grupo envolvendo o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Civil. "Esse procedimento pode fortalecer o trabalho que hoje é feito apenas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco)", disse.

Embora o presidente da CPI tivesse manifestado seu desejo de manter o Disque Milícia, que recebeu 1.062 denúncias, o serviço será extinto. Segundo o parlamentar, já existem serviços semelhantes, como o Disque Denúncia. O deputado vai propor à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a criação de uma ouvidoria voltada exclusivamente para a ação desses grupos.

A CPI trabalhou por 150 dias ouvindo profissionais da segurança pública, especialistas na área, pessoas indiciadas pelo Ministério Público Estadual e pela Secretaria de Segurança, representantes de cooperativas de transporte coletivo de vans e de TVs por assinatura, entre outros. O relatório final da comissão deverá ser votado no plenário da Alerj até o final deste mês.

Com informações de O Dia e JB Online

Redação Terra
 
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