Psol representa contra investigação a Protógenes

13 de novembro de 2008 • 18h11 • atualizado às 18h39

O Psol entrou com representação na Procuradoria Geral da República para que sejam investigados os procedimentos adotados pelo delegado Amaro Vieira Ferreira e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Luis Fernando Corrêa, ao pedirem quebra de sigilo telefônico para apurar o possível vazamento de informações na Operação Satiagraha.

» Lula: ninguém está imune a investigação
» Tarso: relatório não tem perseguição
» Policiais teriam dado senhas à Abin
» Opine sobre a Operação Satiagraha

Conforme reportagem do jornal Folha de São Paulo, o delegado Ferreira teria solicitado à empresa Nextel a quebra de sigilo, sem autorização judicial, de todos os celulares e antenas utilizadas na operação comandada pelo delegado Protógenes Queiroz - que resultou na prisão de Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas.

A Polícia Federal se justificou informando que não houve pedido de quebra de sigilo, mas sim de dados sobre a localização das torres de transmissão. O jornal, entretanto, contesta essa informação.

O partido entendeu que o que ocorre diante dessas ações da PF é uma tentativa interna de desestabilização institucional, que desvia o foco das conclusões da Operação Satiagraha e beneficia três dos principais acusados.

Além disso, segundo o Psol, tenta-se desmoralizar o trabalho realizado pelo delegado Protógenes e pelo juiz Fausto De Sanctis, que autorizou as prisões.

A líder do Psol na Câmara dos Deputados, Luciana Genro (RS), declarou que as ações do delegado Protógenes e do juiz De Sanctis deveriam honrar a corporação.

"É uma vergonha o que está acontecendo: investigações levam a quadrilha fraudadora de recursos públicos para a cadeia", disse Luciana. "O senhor Daniel Dantas é libertado duas vezes, e agora quem investigou está sendo investigado", completou o deputado Ivan Valente (SP).

O senador José Nery (PA) defendeu o delegado Protógenes e afirmou que o que existe é uma articulação de parte dos Três Poderes da República.

"É mais uma proteção tradicional no Brasil aos grandes donos do capital e do dinheiro. Não pode continuar dessa maneira", concluiu o deputado Chico Alencar (RJ).

O Dia - © Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »