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Segundo o delegado Marcolino Aparecido da Costa, responsável pelas investigações, Pâmela Diele Pedra dos Santos, 3 anos, foi vista pela mãe pela última vez por volta das 21h quando a colocava no berço para dormir. "A mãe conta que pela manhã, a menina não estava no berço e a janela do quarto dela estava aberta", disse.
A mãe, Edileuza José Pedra, 20 anos, acionou a polícia. Por volta das 13h, a cerca de 500 m, os policiais que faziam as buscas encontraram roupas da menina escondidas em um matagal. Um pouco mais adiante, os policiais encontraram o corpo da criança com ferimentos e vestígios de violência sexual.
"A mãe nos contou que a última pessoa a sair da casa na noite de domingo foi Manoel. Ele teria ido procurá-la mais uma vez para insistir num namoro que ela nega insistentemente. Por isso, fomos até a casa de Manoel, que fica no mesmo bairro", disse o delegado. Na casa, os policiais encontraram as roupas do rapaz recém-lavadas, mas com resíduos de sangue.
"Ele foi levado para a delegacia e confessou que matou a criança porque a Edileuza o rejeitava. Como estava drogado não se lembra com detalhes do que fez", afirmou.
Enquanto o suspeito era ouvido, aproximadamente 200 pessoas começaram a se aglomerar do lado de fora da delegacia. Com receio que uma invasão acontecesse e que o preso fosse linchado, o delegado resolveu transferi-lo para Paranavaí.
"Vamos fazer um levantamento completo da vida pregressa dele e já enviamos as roupas e o material colhido da vítima para a perícia", explicou.
Manoel Aparecido Tenório de Miranda foi autuado em flagrante por homicídio. Caso os exames complementares confirmem que houve violência sexual, ele irá responder também por estupro, um agravante que pode levar a uma condenação de até 30 anos de prisão.
Redação Terra