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 Tarso: PF refaz todo o inquérito da Satiagraha
10 de novembro de 2008 18h21 atualizado às 21h44

O ministro da Justiça, Tarso Genro, informou, durante visita à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, que uma equipe de delegados, agentes e peritos da instituição está em São Paulo refazendo todo o inquérito relativo à Operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas.

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"A equipe que foi para São Paulo está trabalhando em silêncio, tecnicamente, judiciosamente, com a participação do Ministério Público, fazendo e refazendo todo o levantamento", disse o ministro.

Segundo ele, tudo que for apresentado agora e for relativo ao inquérito vai estar livre de qualquer possibilidade de nulidade ou de problemas que tenham ocorrido anteriormente.

"É falsa a visão que algumas pessoas estão passando de que agora estão investigando o Protógenes (Queiroz, delegado responsável pela operação que prendeu Dantas) e deixaram o Daniel Dantas de lado. Não é verdade, e vocês rapidamente vão ver que não é verdade."

Tarso esclareceu que o que ocorre é que a Polícia Federal refaz todo o inquérito envolvendo o banqueiro para que possa concluir se ele tem ou não responsabilidade. "E aí eu não o estou prejulgando, mas está sendo feito um trabalho técnico, profundo e sério, vinculado aos maiores padrões técnicos e tecnológicos. Está se investigando para ver se no trabalho do delegado Protógenes houve erros, equívocos, ou ilegalidade." Para o ministro, tal decisão demonstra o profissionalismo e a capacidade que a Policia Federal tem para responder a diversas situações.

Ele afirmou ainda que, desde que não estejam manchadas por alguma ilegalidade ou vício, algumas das provas já colhidas no inquérito inicial podem ser aproveitadas. "Agora é preciso deixar claro: volto a dizer que o trabalho está todo ele sendo refeito também."

A Polícia Federal deve indiciar o delegado Protógenes Queiroz por supostos excessos cometidos por ele enquanto estava à frente da operação, principalmente pelo fato de jornalistas terem acompanhado a ação policial. A defesa do delegado decidiu que vai pedir em breve para ter acesso aos autos contidos no inquérito aberto pela Corregedoria da PF para apurar vazamentos.

A PF informou, por meio de sua assessoria, que não vai comentar a possibilidade de indiciamento, porque o inquérito segue em segredo de Justiça, mas ressalta que, por enquanto, não há confirmação.

Agência Brasil