Exército admite uso de cassetete e gás contra jovem

07 de novembro de 2008 • 22h23 • atualizado às 22h31

Depois de negar que soldados tivessem torturado um adolescente de 16 anos na última quarta-feira, o Exército admitiu que foram usados um cassetete elétrico e gás de pimenta contra o jovem. Ele invadiu uma área militar para fumar maconha com um amigo quando foi encontrado por soldados.

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O adolescente está com 70% do corpo com queimaduras de primeiro e segundo graus. No entanto, em nota, o Comando Militar do Leste (CML) informou que as armas são consideradas não-letais e disse ter aberto inquérito para apurar as acusações contra os soldados. O caso foi transferido para a Polícia Federal.

Em depoimento na delegacia, segundo os agentes, o jovem disse que pulou o muro do quartel, onde funcionava uma antiga fábrica de cartuchos, para fumar maconha juntamente com um amigo. Encontrado pelos militares de serviço, em represália, ele teria sido ferido. O amigo dele conseguiu escapar.

Após ser atingido, o adolescente procurou atendimento no hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Posteriormente, ele foi à delegacia registrar a ocorrência. O jovem foi transferido hoje para o Hospital das Forças Armadas, na Ilha do Governador.

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