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O adolescente está com 70% do corpo com queimaduras de primeiro e segundo graus. No entanto, em nota, o Comando Militar do Leste (CML) informou que as armas são consideradas não-letais e disse ter aberto inquérito para apurar as acusações contra os soldados. O caso foi transferido para a Polícia Federal.
Em depoimento na delegacia, segundo os agentes, o jovem disse que pulou o muro do quartel, onde funcionava uma antiga fábrica de cartuchos, para fumar maconha juntamente com um amigo. Encontrado pelos militares de serviço, em represália, ele teria sido ferido. O amigo dele conseguiu escapar.
Após ser atingido, o adolescente procurou atendimento no hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Posteriormente, ele foi à delegacia registrar a ocorrência. O jovem foi transferido hoje para o Hospital das Forças Armadas, na Ilha do Governador.
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