Laryssa Borges
Direto de Brasília
São Paulo
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Quase que unanimidade entre os petistas, Dilma é, segundo o dirigente da legenda, uma indicação "óbvia" a ser feita, embora eventuais outros postulantes ao cargo não possam ser deixados de lado.
"A postura dela, o compromisso com o governo Lula e as suas ações no partido, eu posso dizer com tranqüilidade que hoje não tem ninguém com argumento contra a candidatura da ministra Dilma. O que não podemos é excluir outras candidaturas que possam surgir", disse Berzoini, que participa de reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília.
"Naturalmente, esse nome (de Dilma) vai estar sendo debatido. É a primeira vez que o presidente Lula não vai disputar a eleição desde que o PT existe. O nome mais óbvio hoje é da ministra Dilma, é inegável. É o nome do presidente Lula hoje, pessoa que tem bom relacionamento dentro do PT, embora seja pessoa de filiação recente no partido", observou.
CríticasO presidente do PT aproveitou ainda para rebater as críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que havia declarado não ver nos petistas capacidade para elegerem o sucessor de Lula nas eleições presidenciais.
Berzoini disse que o ataque do tucano deve ser dirigido ao "público interno" do PSDB, uma vez que o próprio governador articulou uma aliança com PT em torno do nome de Márcio Lacerda (PSB) para a prefeitura de Belo Horizonte. Lacerda saiu vitorioso.
"As declarações do governador são nitidamente para o público interno, afinal ele acabou de sair de eleição em que fez apologia, e não nós, de aproximação com o PT. Ele precisa sintonizar melhor o discurso", afirmou, descartando qualquer hipótese de uma futura aliança.
"Nós não queremos aproximação com ele porque representa o governo Fernando Henrique, desemprego, recessão", argumentou Berzoini.
Redação Terra