Berzoini: Dilma é nome inegável à sucessão de Lula

07 de novembro de 2008 • 21h06 • atualizado às 23h15

Laryssa Borges
Direto de Brasília

São Paulo


O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, afirmou que o nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é "inegável" dentro do partido quando se discute a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.

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Quase que unanimidade entre os petistas, Dilma é, segundo o dirigente da legenda, uma indicação "óbvia" a ser feita, embora eventuais outros postulantes ao cargo não possam ser deixados de lado.

"A postura dela, o compromisso com o governo Lula e as suas ações no partido, eu posso dizer com tranqüilidade que hoje não tem ninguém com argumento contra a candidatura da ministra Dilma. O que não podemos é excluir outras candidaturas que possam surgir", disse Berzoini, que participa de reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília.

"Naturalmente, esse nome (de Dilma) vai estar sendo debatido. É a primeira vez que o presidente Lula não vai disputar a eleição desde que o PT existe. O nome mais óbvio hoje é da ministra Dilma, é inegável. É o nome do presidente Lula hoje, pessoa que tem bom relacionamento dentro do PT, embora seja pessoa de filiação recente no partido", observou.

Críticas

O presidente do PT aproveitou ainda para rebater as críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que havia declarado não ver nos petistas capacidade para elegerem o sucessor de Lula nas eleições presidenciais.

Berzoini disse que o ataque do tucano deve ser dirigido ao "público interno" do PSDB, uma vez que o próprio governador articulou uma aliança com PT em torno do nome de Márcio Lacerda (PSB) para a prefeitura de Belo Horizonte. Lacerda saiu vitorioso.

"As declarações do governador são nitidamente para o público interno, afinal ele acabou de sair de eleição em que fez apologia, e não nós, de aproximação com o PT. Ele precisa sintonizar melhor o discurso", afirmou, descartando qualquer hipótese de uma futura aliança.

"Nós não queremos aproximação com ele porque representa o governo Fernando Henrique, desemprego, recessão", argumentou Berzoini.

Redação Terra
 
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