PT quer reverter rejeição da classe média para 2010

07 de novembro de 2008 • 16h26 • atualizado às 17h38

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Brasil


De olho na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) começou a discutir em Brasília estratégias para reconquistar o eleitor da classe média e minimizar os efeitos de um sentimento que classificam como "anti-PT". A avaliação de representantes do diretório nacional da legenda é que na região centro-sul do País a rejeição aos petistas é maior que em Estados do Nordeste - terra de Lula e forte destino dos programas de transferência de renda do governo federal.

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"O partido precisa ter mais substância programática. É necessário avaliar os resultados (das eleições municipais) para analisar o cenário para 2010", afirmou o vice-presidente do PT e assessor para Assuntos Internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia. "Nós temos uma tarefa de esforço intelectual, mas é substancialmente (uma tarefa) política".

Na avaliação do líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), o partido deve trabalhar para "recuperar" setores perdidos, como a classe média, além de observar o tratamento que tem dado a jovens eleitores e representantes de movimentos sociais. "O PT deve ouvir todos os setores, mas deve acelerar sem se afobar. É preciso recuperar os setores (perdidos)", disse o parlamentar.

Também presente ao encontro, o prefeito de Recife (PE), João Paulo, observa que o partido político precisa ainda saber lidar melhor com críticas da oposição e de setores de imprensa, agindo de maneira pragmática e evitando desgastes desnecessários.

Redação Terra
 
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