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Amazônia Legal ganhará "Google Earth" regional

02 de novembro de 2008 20h44 atualizado às 21h17

A Rede de Processamento de Imagens e Informações Geográficas (Repig) vai montar uma espécie de "Google Earth" da Amazônia. Segundo o diretor do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Marcelo de Carvalho Lopes, o objetivo é disponibilizar de forma integrada dados de escolas, linhas de transmissão de energia, telefonia fixa, postos de saúde, hidrelétricas, rodovias, tribos e sedes de aldeias da Amazônia.

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Segundo Lopes, ainda que dispersas, parte das informações que integrarão as bases da Repig já está disponível em banco de dados dos Estados ou do Sipam. Agora é preciso agrupar e sistematizar esse material. De acordo com ele, os governos da Amazônia Legal já terão essa ferramenta a partir do ano que vem.

O Google Earth permite que a pessoa "voe" para qualquer lugar na Terra e veja imagens de satélite, mapas, terrenos, edificações em 3D e até mesmo explore galáxias no céu. No entanto, o banco de dados é o mesmo no mundo todo. Por isso, o Comitê Gestor da Repig, formado por representantes dos Estados da Amazônia Legal e pelo Sipam, têm interesse em agrupar em uma plataforma os dados da região.

O diretor do Sipam informou que essas informações georreferenciadas (de coordenadas conhecidas) e imagens são importantes para a tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento social e econômico da Amazônia Legal, além de ajudar no monitoramento das transformações ambientais.

"Esses dados de infra-estrutrua, de saúde e de educação não tem nada de sensível. Temos área de inteligência do Sipam, que trabalha com a Polícia Federal, com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) monitorando ilícitos. O que for dado sensível, disponibilizaremos apenas numa intranet", afirmou, referindo-se ao fato de preservar os dados vitais para a soberania do País.

Após reunião com representantes do Google, Lopes afirmou que há interesse em utilizar a plataforma da empresa porque ela apresenta grande quantidade de informação e é fácil de operar. "É um produto que chama atenção pela quantidade de informações que disponibiliza e pela forma amigável. É uma plataforma muito importante. Temos interesse em uma parceria para não ter custo nenhum. Se tiver (custos), teremos de licitar."

De acordo com o diretor do Sipam, o primeiro movimento da Repig no ano que vem será o mapeamento de todos os dados e das imagens disponíveis da Amazônia Legal. "Vamos buscar a integração dos bancos de dados dos Estados e do nosso e permitir a construção dessas camadas na Internet. Após o levantamento dos dados disponíveis, avaliaremos as prioridades."

Redação Terra