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Polícia: fuga de Batman custou R$ 1 mi a milicianos

29 de outubro de 2008 16h43 atualizado às 16h59

O delegado Marcus Neves, titular da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), afirmou que milicianos presos em Bangu 8, no Rio de Janeiro, teriam gasto R$ 1 milhão para financiar a fuga do ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como Batman, que integraria a milícia Liga da Justiça.

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Os suspeitos do rateio são Luciano Guinâncio Guimarães, o vereador licenciado Jerominho, o deputado Natalino Guimarães e o ex-PM Fabinho Gordo. O próprio Ricardo Batman teria pago pela fuga.

O governador do Estado, Sérgio Cabral, afirmou, em Brasília, onde encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto com o prefeito eleito Eduardo Paes, que houve facilitação para a fuga de Batman por parte de agentes penitenciários e policiais militares. O diretor do presídio, Luiz Henrique Ferreira Burgos, foi exonerado.

"Não basta exonerar, afastar da função pública. Eles têm que responder criminalmente", afirmou Cabral.

O delegado Gilberto Dias, da 34ª DP (Bangu), começou nesta quarta a tomar os depoimentos do ex-diretor do presídio e dos agentes penitenciários, que estavam trabalhando durante a fuga do ex-policial.

O delegado vai pedir as imagens feitas pela câmera do circuito interno do presídio, para tentar identificar os criminosos que resgataram o miliciano. Dias ouviu o diretor do presídio e mais seis agentes.

Dias não pretende pedir a prisão dos envolvidos até que os depoimentos sejam todos tomados. Mais seis agentes que estavam de plantão na hora da fuga serão ouvidos, entre eles os que estavam nas cabines de segurança. Os agentes poderão ajudar a fazer o retrato falado dos comparsas de Batman.

Nos depoimentos, os agentes informaram que uma falsa equipe chegou por volta das 7h30 para levar o Batman a uma consulta médica agendada. Estava marcado para que ele saísse às 9h.

Os criminosos estavam em um carro clonado com a placa LSJ-0070. O veículo oficial pertence ao diretor do presídio Ary Franco, Roger Vandre de Castro. O diretor disse que o carro verdadeiro não foi retirado da sua garagem. O fato será investigado.

O Dia
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