Jornal: explosões no Metrô tiveram impacto, diz instituto

21 de outubro de 2008 • 08h07 • atualizado às 08h07

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) afirmaram ontem que explosões realizadas na obra da futura Estação Pinheiros do Metrô influenciaram no acidente que provocou a morte de sete pessoas, em janeiro de 2007. As explosões teriam ocorrido no momento em que os trabalhos deveriam estar paralisados, devido à constatação de problemas na construção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A conclusão do IC dá nova interpretação sobre as detonações, já que, em laudo entregue no fim de agosto, o IC afirmou que as detonações não tiveram influência na tragédia. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) já havia afirmado que, embora tenham sido de baixa intensidade, as detonações de rochas feitas no dia do acidente provocaram vibrações e os gases liberados preencheram as fraturas existentes nas paredes do túnel.

A nova análise do IC aponta para uma possível explosão entre 11 e 12 horas. Segundo o Estado, o consórcio alega que não houve explosão no período entre a detonação da manhã e o início do desabamento, à tarde. Também ontem foi mostrado um relatório feito pelo próprio consórcio que apontou uma velocidade maior do que a prevista para a escavação no mês de janeiro.

O Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, informou por meio de sua assessoria de imprensa, que "não tomou conhecimento oficial das declarações feitas na data de hoje (ontem)". A reunião entre os responsáveis pelo inquérito e os engenheiros do IC durou mais de três horas, segundo o jornal.

Redação Terra
 
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