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Em um vídeo editado e com o áudio bastante prejudicado, Lindemberg teria afirmado não se lembrar de ter atirado contra Nayara, que ficou ferida na boca. Ele também diria que, após a explosão da porta do apartamento, efetuada por policiais, não se lembrava de nada e que ouviu muitos gritos.
Segundo a TV Record, o rapaz disse: "Eu atirei no sofá. Na Nayara, eu nem sabia que tinha atirado. (...) Um fui eu que dei. Lembro que um tiro foi na Eloá".
O jovem apareceria dizendo que não imaginava que os policiais iriam para o apartamento no dia que chegou à residência de Eloá. Ele diria na gravação que queria "aproveitar o momento" com a jovem.
Seqüestro
Lindemberg Alves, 22 anos, invadiu o apartamento da família da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, na tarde de segunda-feira da semana passada. Armado com um revólver, o jovem fez reféns, além da ex-namorada, uma amiga dela, Nayara, 15 anos, e dois colegas de escola, que estavam no local para fazer um trabalho para a aula. A ação foi motivada pela recusa de Eloá em reatar o namoro.
O seqüestrador libertou os dois adolescentes no mesmo dia. Nayara foi libertada no dia seguinte, após passar 33 horas no apartamento. Já na quinta-feira, Nayara voltou ao cativeiro. Segundo a polícia, a jovem foi chamada para ajudar nas negociações e decidiu entrar no apartamento por conta própria.
A polícia invadiu o apartamento por volta das 18h10 de sexta-feira, depois de mais de 100 horas de cativeiro. Eloá foi baleada na virilha e na cabeça, e Nayara, na boca. Segundo a Polícia Militar, os tiros partiram da arma de Lindemberg. Na ação, o jovem foi detido e Eloá e Nayara levadas para o hospital.
Médicos anunciaram a morte cerebral de Eloá às 23h30 deste sábado. Os órgãos foram liberados para doação pela família. Nayara passa bem e deve receber alta nos próximos dias.
Lindemberg, que está preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP), na zona oeste de São Paulo, responderá por homicídio e dupla tentativa de homicídio, segundo a polícia.
Redação Terra