Hospital mostra bala retirada de Heloá
Foto: Marcelo Pereira/Terra
A assessoria de imprensa do Palácio Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, informou que a adolescente Eloá, 15 anos, que ficou refém do ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, 22 anos, está em coma no Centro Hospitalar Municipal de Santo André. O assessor Adalberto Botini informou inicialmente que ela havia morrido, mas disse que a informação foi retificada posteriormente pelo hospital. "Estou desmentindo a informação. Ela está em coma", disse.
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Ainda de acordo com a assessoria, a Polícia Militar informou que Eloá foi baleada na cabeça e na virilha. A amiga da adolescente, Nayara, 15 anos, foi atingida na boca e passa bem.
A diretora do Centro Hospitalar e coordenadora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade, Rosa Aguiar, avaliou em 9, numa escala de 0 a 10, as chances de Eloá morrer. No entanto, a menina passa por um procedimento cirúrgico de duas horas. "Ela está gravemente ferida e corre risco de morte", disse.
De acordo com o cirurgião-geral e coodenador do hospital, Osvaldo de Lima, houve perda de massa encefálica. "Na tomografia, podemos verificar que há dano cerebral", disse. Ele afirmou ainda que a paciente foi entubada e está recebendo altas doses de oxigênio para minimizar os danos.
O coordenador do centro de atendimento, Aquiles Afonso Campagnaro, disse que a vítima começou a ser socorrida no chão do apartamento.
Policiais invadiram o imóvel da adolescente por volta das 18h10. O suspeito Lindermberg Alves deixou o local preso. Ele invadiu o apartamento na segunda-feira, quando a ex-namorada estava acompanhada de uma amiga e dois colegas de escola. Eles fariam um trabalho para aula. Todos foram rendidos.
Os outros dois adolescentes foram libertados na segunda-feira. Ele libertou a adolescente Nayara, 15 anos, amiga de Eloá, na noite de terça-feira, após mantê-la no apartamento por 33 horas. O seqüestro teria sido motivado pela recusa de Eloá de reatar o namoro.
Ontem, a adolescente voltou ao apartamento onde estavam Lindemberg e Eloá para ajudar nas negociações, mas permaneceu no local até o desfecho do seqüestro.
- Redação Terra


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