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 Pai: não autorizamos jovem a entrar no cativeiro
17 de outubro de 2008 00h12 atualizado em 20 de outubro de 2008 às 13h15

O pai da adolescente Nayara, Luciano Vieira da Silva, afirmou que nem ele nem a mãe da menina autorizaram a entrada dela no apartamento da amiga Eloá, feita refém pelo ex-namorado desde as 13h30 de segunda-feira. A ação ocorre em um conjunto habitacional de Santo André, na região do Grande ABC Paulista. Nayara havia sido libertada na noite de terça-feira, após ser mantida no local pelo suspeito Lindemberg Fernandes Alves, 22 anos, por 33 horas. Ela retornou ao imóvel na manhã de quinta-feira e permaneceu lá.

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"Isso é uma palhaçada. Eu nunca vi uma coisa dessas", disse Silva. De acordo com ele, Nayara teria entrado no apartamento por sua vontade, além do pedido do próprio suspeito. O pai afirmou que tomará providências junto ao Conselho Tutelar.

Silva disse ainda que foi expulso da base da Polícia Militar após pedir satisfações ao comando da corporação sobre a situação da filha.

Representantes do Conselho Tutelar e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) foram ao local. Segundo o secretário-geral do Condepe, Ariel de Castro Alves, houve uma violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na volta de Nayara.

Lindemberg chegou ao apartamento, na segunda-feira, quando a ex-namorada estava acompanhada de Nayara e dois colegas de escola. Eles fariam um trabalho para aula. Todos foram rendidos.

O suspeito libertou os dois colegas da ex-namorada na segunda-feira e Nayara no dia seguinte. O seqüestro teria sido motivado pela recusa de Eloá de reatar o namoro.

Redação Terra