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 Polícia impede dirigente do São Paulo de negociar seqüestro
16 de outubro de 2008 17h19 atualizado em 20 de outubro de 2008 às 13h09

Marco Aurélio Cunha chega ao local onde Heloá é mantida refém pelo ex-namorado, em Santo André . Foto: Marcelo Pereira/Terra

Marco Aurélio Cunha chega ao local onde Heloá é mantida refém pelo ex-namorado, em Santo André
Foto: Marcelo Pereira/Terra

O superintendente de futebol do São Paulo e vereador eleito da capital paulista, Marco Aurélio Cunha (DEM), chegou por volta das 17h em Santo André e afirmou que gostaria de "persuadir" Lindemberg Alves, 22 anos, que faz a ex-namorada Eloá refém desde as 13h30 de segunda-feira. Entretanto, ele foi embora às 17h30, porque a polícia não deixou que ele participasse das negociações.

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Dois advogados do clube chegaram ao local às 14h50. Eles contaram que a idéia de ajudar nas negociações partiu do presidente do clube, Juvenal Juvêncio, quando ele assistia notícias sobre o seqüestro na televisão e viu Lindemberg colocar a camiseta do time na janela.

"Acho que há quem comande isso muito bem, de modo que o mais importante é que as pessoas que lá estão saiam bem. Se a gente puder persuadir o rapaz, que está perturbado, a gente vai ficar muito contente", disse o superintendente, ao chegar a Santo André.

Ele afirmou ainda que não pretendia ter "papel de protagonista" no seqüestro de Santo André, região do Grande ABC Paulista. Mais cedo, Lindemberg pendurou uma camiseta do time paulistano na janela do apartamento.

Lindemberg chegou ao apartamento, na segunda-feira, quando a ex-namorada estava acompanhada de uma amiga e dois colegas de escola. Eles fariam um trabalho para aula. Todos foram rendidos. Ele libertou a amiga, Nayara, 15 anos, na noite de terça-feira. Os outros dois adolescentes foram libertados na segunda-feira. O seqüestro teria sido motivado pela recusa de Eloá de reatar o namoro.

Hoje, Nayara voltou ao apartamento por volta das 9h e, às 17h10, continuava no local.

Redação Terra