Carolina Bellei
Brasil
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Na avenida Maracanã, na Tijuca, foram encontrados quatro bueiros sem tampa. No Rio Comprido, na avenida Paulo de Frontin, o problema é o mesmo. "Os bueiros abertos, principalmente em dias de chuva, são um perigo", disse o economista Meraldo Viana, morador da Tijuca.
"Outro dia vi um estudante que caiu em um bueiro na avenida Maracanã. Ele não chegou a se ferir muito, apenas alguns arranhões, mas, se fosse uma pessoa idosa, os ferimentos seriam mais graves", afirmou.
O economista ainda lembra que os motoristas têm que redobrar a atenção em algumas avenidas. Caso caia em desses bueiros destampados, até a suspensão do veículo pode ficar danificada.
Área mais prejudicada
A zona norte é a área da cidade onde existe o maior indice de grelhas e tampões ausentes. De acordo com a secretaria, os números somam mais de 1,4 mil tampas recolocadas apenas nessa região.
Esse ano, 4,5 mil tampas de bueiros foram trocadas ou recolocadas pela Coordenadoria Geral de Conservação - órgão da Secretaria de Obras. No ano passado foram colocadas 7.890 tampas de concreto. Até o fim do ano, a previsão é recolocar mais 1,2 mil tampas. Mensalmente, a coordenadoria repõe 400 grelhas e tampões. Segundo a secretaria, o serviço é realizado quando ocorre furtos ou por estarem danificados.
Para a advogada Maria Fernandes, o governo deveria ser mais incisivo na fiscalização aos ferros-velhos. "O grande problema é que o governo não faz nada contra os ferros-velhos, que são os que recebem as mercadorias furtadas", disse.
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