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O policial militar Marcos Parreira do Carmo é julgado pelo 3º Tribunal do Júri apontado como o autor do disparo que matou o estudante na madrugada do dia 28 de junho. Os disparos teriam ocorrido após uma briga entre jovens na porta da casa noturna. O PM fazia a segurança de Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco.
A sessão começou às 13h20 e o primeiro depoimento foi do supervisor de atendimento da boate Baronetti, Marcelo Trevisan. Ele afirmou que o grupo que estava com Daniel Duque estava alcoolizado e explicou o procedimento de segurança da boate em relação a clientes armados, como a custódia e o registro das armas em um livro próprio para essas anotações.
O segundo depoimento foi do estudante Bruno Monteiro Leite, amigo de Pedro Velasco, do grupo que entrou em conflito com a vítima. A previsão é a de que o veredito só saia no fim da noite ou na manhã desta quarta-feira.
O júri popular é presidido pelo juiz Sidney Rosa da Silva e começou três meses após o recebimento da denúncia. Marcado para o dia 30 de outubro, o julgamento do policial foi antecipado a pedido do assistente de acusação, o advogado Nilo Batista, contratado pela família da vítima.
A antecipação do julgamento também ocorreu devido às exigências da Lei 11.689/2008, que alterou os procedimentos do Tribunal do Júri, a fim de desburocratizar e acelerar o julgamento de crimes dolosos, consumados ou tentados contra a vida.
Vídeo
O presidente do III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, Sidney Rosa da Silva, suspendeu a exibição de imagens no julgamento do policial militar Marcos Parreira do Carmo. A decisão do magistrado foi tomada depois da defesa apresentar um vídeo que ele considerou extenso. "Dessa forma, o julgamento vai durar 3 dias", reclamou com o advogado que apóia a promotoria, Nélio Machado.
Com informações do jornal O Dia.
Redação Terra