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O presidente da Associação Pró-Ferrovia, uma organização não-governamental, declarada de utilidade pública pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais, também foi denunciado, segundo o MPF. O presidente da Associação Pró-Ferrovia é suspeito de associar-se em quadrilha com os outros acusados do crime e, para não levantar suspeitas, encaminharia denúncias sobre furto de trilhos.
Em março deste ano, a Polícia Federal localizou o suspeito subtraindo trilhos de trecho da Rede Ferroviária localizado no município de Conceição do Rio Verde (MG). Naquela ocasião, segundo o MPF, ele afirmou que os trilhos eram retirados para serem guardados, de modo a evitar que se deteriorassem ou fossem roubados.
Conforme a denúncia, pouco mais de três meses depois, em 28 de junho, ele foi novamente flagrado, juntamente com três empregados da empresa Madeireira Paraopeba Ltda - cujo proprietário também foi denunciado pelo MPF - retirando grande quantidade de trilhos no trecho que liga as cidades de Cruzeiro (SP) a Três Corações (MG). Na ocasião, a Polícia Militar encontrou dois caminhões já carregados com 99 trilhos. Um dos empregados da madeireira confessou, em depoimento, que o material seria vendido no Estado de São Paulo.
Ainda segundo o MPF, após a expedição de mandado de busca e apreensão pela Justiça Federal, o proprietário da madeireira confessou o crime e a sua participação no esquema. Ele afirmou que fornecia o maquinário e o transporte para subtração dos trilhos, além das notas fiscais falsas para acobertar esse transporte até os compradores.
Segundo o procurador da República Leonardo Melo, autor da denúncia, "o furto de trilhos é uma constante na região, já tendo sido instaurados vários inquéritos policiais, pelas polícias Civil e Federal, para apurar os delitos", disse.
Os acusados irão responder pelo crime de peculato (artigo 312 do Código Penal), que prevê pena de dois a 12 anos de prisão.
Redação Terra