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Paulo foi atingido por 17 dos 25 tiros disparados contra a Cherokee que dirigia, na manhã de domingo, em São Gonçalo. Ele era o braço-direito de Marco Lira, que levou três tiros em um suposto assalto na porta da escola, no início do ano. "Foi uma execução. O carro estava trancado por dentro e ele estava ao celular. Vou pedir a quebra do sigilo telefônico para saber com quem ele falava", disse o delegado.
No carro, havia mais quatro celulares, uma pistola calibre 380 e dois carregadores. Também foram encontrados documentos da empresa de eventos da vítima e propaganda eleitoral de Marco Lira Jr., filho do presidente da Viradouro, candidato derrotado a vereador, de quem Paulo era assessor político.
Marco Lira e o filho não foram ontem ao velório de Paulo no Cemitério Parque da Colina, em Niterói. O presidente disse estar muito abalado e contou que tratava o diretor, de quem era padrinho de casamento, como um filho. "Ele não tinha comentado nada de ameaças, apesar de ter pedido um segurança. Quem fez isso me atingiu em cheio. Estou sem rumo", disse Lira, confirmando que discutiu com Paulo há duas semanas: "foi uma bobeira dentro da escola. Já estava tudo bem".
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