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Minc: força contra desmate terá arma pesada e helicóptero

29 de setembro de 2008 16h50 atualizado às 19h52

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou a criação da Força Federal de Combate aos Crimes Ambientais ao divulgar os dados do desmatamento no mês de agosto, que mais que dobrou na comparação com o mês anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "Eles vão atuar em caráter de combate. Será um batalhão de elite capaz de chegar lá e resolver. Terão helicópteros, armas pesadas e poder de agir", disse.

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Segundo o ministro, a ação estaria acertada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contará com três mil oficiais federais, além de fiscais do Ibama e do Instituto Chico Mendes. Os novos oficiais serão contratados por concurso, previsto para ocorrer em janeiro de 2009. O projeto deverá seguir para o Congresso sob forma de Medida Provisória, por ser de caráter emergencial.

Minc também afirmou que será criado um grupo ministerial para definir estratégias de combate ao desmate. "Vai ser um Copom do desmatamento", comparou, em referência ao Comitê de Política Monetária do Banco Central. Além do ministério do Meio Ambiente, outros cinco ministérios farão parte do grupo, entre eles a Casa Civil e o da Justiça, segundo Minc.

Batizado de Comitê Interministerial de Combate ao Desmatamento (Cide), o grupo se reunirá a cada dois meses para acertar medidas de intervenção em políticas que respondam ao avanço do desmatamento na Amazônia. A criação da Força e do Cide integram 12 medidas anunciadas por Minc em resposta ao avanço do desmatamento.

Entre as medidas, também está a retirada de mais "bois piratas" de uma Floresta Nacional em Rondônia, o monitoramento dos planos de manejo estaduais e iniciativas para dar "mais sustentabilidade" aos assentamentos da reforma agrária.

Os assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lideram a lista dos 100 maiores desmatadores da Amazônia, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente. Juntos, as áreas foram responsáveis por mais de 220 mil hectares de devastação da Amazônia, área equivalente a 220 mil campos de futebol. "Falta sustentabilidade ambiental para a reforma agrária", disse Minc.

Nos polígonos do desmatamento, no período de janeiro a agosto deste ano, as terras indígenas tiveram 172,2 km² desmatados. Os assentamentos, 373,7 km² desmatados. Para Minc, o dado chamou a atenção e é bastante expressivo. "É muitíssimo grave, área nossa protegida. Não era para ocorrer desmatamento", disse.

Também foi confirmada a expansão das barreiras da Polícia Rodoviária Federal, os chamados portais, que impedem a passagem de caminhões carregados de madeira ilegal. De acordo com o ministro, atualmente são dois portais e o governo quer aumentar para 10.

Com informações da Agência Brasil

Redação Terra