Familiares e amigos das vítimas do vôo 1907 da Gol realizam missa para marcar os dois anos do acidente, em Campinas |
Rose Mary de Souza
Direto de Campinas
Campinas
Cerca de 300 pessoas compareceram à missa, ontem, em Campinas, interior de São Paulo, para lembrar os 154 mortos do vôo 1907 da Gol. A Igreja Nossa Senhora do Rosário, no bairro Castelo, ficou lotada por familiares e amigos das pessoas que residiam na região de Campinas. A missa da noite de domingo também teve a presença de anônimos que se solidariezaram com a dor dos parentes do segundo maior acidente aéreo do Brasil. O maior desastre aéreo do País, o acidente com vôo TAM JJ3054 em 17 de julho de 2007, que matou 199 pessoas em São Paulo, também foi lembrado na missa.
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A presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Vôo 1907 da Gol, Angelita de Marchi, disse que todos os dias os parentes lembram das vítimas. Ela é viúva do empresário Plinio Siqueira, que se despediu da família em Valinhos, interior de São Paulo, e nunca mais voltou para casa. "Dói a impunidade", diz ela.
Para Angelita, os meses que se seguiram após a data trágica têm sido muito desgastantes. Desde aquela noite, com a demora da confirmação do acidente, a lista dos passageiros e da tripulação, os familiares não tiveram mais sossego, conta. "E os dois pilotos do jato Legacy estão soltos nos Estados Unidos como se nada tivesse acontecido", reclama.
Uma esperança para os familiares é a retomada dos depoimentos dos envolvidos no acidente. O juiz criminal Murilo Mendes, de Sinop (MT), deve ouvir novamente as pessoas no caso: controladores, representantes das empresas aéreas, controladores e pilotos. "É difícil sim", desabafa Angelita, acrescentando que o grupo de familiares se reúne a cada dois meses. "Estamos nos expondo para ver se a justiça será feita".
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