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Morre Esther Ferraz, 1ª mulher ministra do Brasil

23 de setembro de 2008 22h10 atualizado às 23h42

A ex-ministra Esther de Figueiredo Ferraz morreu aos 93 anos, no Hospital do Coração de São Paulo, às 18h10, vítima de um acidente vascular cerebral. Ela foi a primeira mulher a ocupar um ministério quando assumiu a pasta da Educação no governo de João Figueiredo em 1982, ficando no cargo até 1985.

O corpo da ex-ministra será velado na Assembléia Legislativa de São Paulo, a partir das 8h30. O enterro será no cemitério do Araçá, às 16h.

Esther nasceu na capital paulistana em 6 de fevereiro de 1915. Ela foi a primeira reitora da Universidade Mackenzie e a primeira mulher a assumir a Secretaria de Educação de São Paulo. Formada em direito pela USP em 1940, também foi a primeira mulher a lecionar no curso da universidade e a integrar o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Foi na gestão de Esther Ferraz no Ministério da Educação que foi aprovada a Emenda Calmon, dispositivo constitucional que determinava a aplicação de um percentual das receitas municipal, estadual e federal na educação.

Ela é a autora de livros como Os Delitos Qualificados pelo Resultado; A Co-delinqüência no Direito Penal Brasileiro; O Perdão Judicial; O Menor e os Direitos Humanos; Prostituição e Criminalidade Feminina; Alternativas da Educação; Caminhos Percorridos; A Filosofia de João Mendes Júnior; Mulheres Freqüentemente; Falas de Ontem e de Hoje.

Esther também pertencia à Academia Brasileira de Educação, à Associação Brasileira de Educação, à Academia Paulista de Letras, à Academia Paulista de Educação e ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Redação Terra