CNT/Sensus: Serra lidera pesquisa para 2010

22 de setembro de 2008 • 12h51 • atualizado às 12h51

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Brasília


Se as eleições presidenciais fossem hoje, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), venceria todos os demais candidatos, tanto em simulações de primeiro quanto de segundo turno, segundo dados de intenção de votos divulgados pela pesquisa CNT/Sensus. Foram entrevistadas 2 mil pessoas nas cinco regiões do País entre os dias 15 e 19 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

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Em simulações de primeiro turno, Serra venceria o deputado Ciro Gomes (PSB), a ex-senadora Heloísa Helena (Psol) e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por 38,1% contra 17,4% de Ciro, 9,9% de Heloísa e 8,4% de Dilma. Quando na medição das intenções de voto, o concorrente petista é o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, Serra lidera com 38,5% contra 19,6% de Ciro Gomes, 10,6% de Heloísa Helena e apenas 2,7% de Patrus.

A CNT também mediu as chances de vitória caso a candidata petista seja a ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy. Contra ela, Serra registra 37,9% contra 5,9%. Neste cenário Ciro Gomes aparece com 18,9% e Heloísa Helena com 10,4%.

Nas simulações com listas com três nomes, Serra também venceria Heloísa Helena, Dilma Rousseff e Patrus Ananias.

Nas medições para o segundo turno da corrida presidencial de 2010, Serra venceria Dilma Rousseff por 51,4% a 15,7%; Patrus Ananias, por 55,1% a 7,7%; e Ciro Gomes, por 47,1% a 22,5%.

Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrar potencial de transferência de votos de 44,1% no caso dos prefeitos, conforme divulgado pela CNT/Sensus, os candidatos petistas que podem disputar a presidência da República ainda não apresentam forte nível de competitividade. "Os nomes mais fortes do PT não estão no cenário político, como Palocci (Antonio Palocci, deputado federal e ex-ministro da Fazenda) e Dirceu (José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil). (Os de hoje) São nomes menos conhecidos, mais localizados. Os candidatos do PT têm baixo desempenho, mas podem crescer no período eleitoral. É muito cedo para a transferência da popularidade do presidente para candidatos do PT", explica o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.

Redação Terra
 
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