A volta do auxílio-moradia e dos anuênios vão integrar a pauta da frente parlamentar de Defesa, que se reunirá pela primeira vez em outubro. Formada por 200 parlamentares brasileiros, a frente vai encarar os dois anseios antigos dos quartéis como assunto estratégico para defesa nacional. Um dos articuladores da frente e amigo pessoal do ministro Nelson Jobim, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) antecipa que a frente vai discutir ainda a participação das Forças Armadas em ações de segurança pública.
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"Com o assessoramento de oficiais superiores vamos colocar em pauta a questão da Garantia da Lei e da Ordem", diz. A frente parlamentar vai ser lançada com apoio dos comandantes militares e ministros civis e será a ponte de ligação do Brasil com os parlamentos dos países vizinhos de modo a deixar claro que a maior atenção do Brasil às questões de defesa não se trata de uma corrida armamentista em resposta a ações semelhantes do Chile e da Venezuela. A frente será encarregada de aprofundar no Congresso o Plano Estratégico da Defesa, cujo lançamento, previsto para o 7 de Setembro, foi adiado pelo presidente Lula exatamente para haver tempo de aprofundar o debate sobre o assunto.
A frente, diga-se, é fundamental para o plano, uma vez que sua execução depende de mudanças legislativas, como a pensada para Lei de Licitações, de modo a garantir vantagem e prioridade para indústria nacional de armas e equipamentos de defesa nas compras dos quartéis. O plano também depende do orçamento federal, anualmente apresentado pelo Planalto, mas que precisa ser referendado por senadores e deputados.

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