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Minc ameaça divulgar governadores que 'afrouxam' fiscalização

19 de setembro de 2008 19h48 atualizado às 21h37

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que tomará uma série de medidas para conter as queimadas na região Amazônica, inclusive divulgando os nomes dos governadores e prefeitos que "não estão colaborando com a fiscalização federal e afrouxando completamente a fiscalização na véspera das eleições".

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"Toda semana eu tenho Estado na Amazônia e tenho visto muitas queimadas. Na véspera das eleições muitos governadores e prefeitos afrouxam completamente a fiscalização. Ninguém quer multar, interditar ninguém na véspera das eleições e, portanto, está recrudescendo as queimadas na região".

O ministro denunciou a destruição da região de caatinga. "Agora dia 25, em Goiás, nós vamos lançar o Zoneamento Econômico-Ecológico do estado e o Plano de Defesa do Cerrado, outro bioma muito ameaçado. As pessoas falam da Amazônia, mas o cerrado está muito mais ameaçado. A caatinga está muito ameaçada, aliás ela está sendo destruída em um ritmo mais agressivo ainda do que a Amazônia".

O ministro lembrou que em agosto, no sertão de Pernambuco, ele chefiou a destruição de 800 fornos ilegais de carvão, que transformavam a caatinga em um grande carvoeiro.

Minc reafirmou que um dos principais desafios de seu ministério é coibir o crime ambiental, ajuizar ações de crime ambiental, levar os criminosos ambientais para a prisão e, de preferência, que o infrator fique metade do tempo que deveria cumprir pena nos presídios plantando árvore, "ao invés de tirar férias forçadas às nossas custas".

Agência Brasil