Aline Nogueira Barros ficou paraplégica após ser atropelada por um caminhão em julho |
Juliana Yonezawa e Ernani Lemos
Direto de Dublin
Irlanda
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A fisioterapeuta Amanda Carty explica que Aline fará de duas a quatro horas de exercícios por dia, além de terapia ocupacional e hidroterapia. O objetivo do processo é ensinar a jovem a ter uma vida independente. "Ela vai aprender a sair da cama e sentar na cadeira de rodas sozinha, além de se locomover para todos os lados. Esse processo deve demorar de oito a 10 semanas", diz Amanda.
Mãe
A família de Aline em Minas Gerais tem poucos recursos financeiros. Aline mandava dinheiro semanalmente para a mãe, Sylvia Nogueira, que é aposentada e tem diversos problemas de saúde. Desde o dia do acidente, mãe e filha só se falam por telefone e Internet.
Em breve, essa situação vai mudar. Uma amiga de Aline, Luciana Paiva, conseguiu juntar dinheiro entre os colegas e comprou uma passagem para a mãe da estudante viajar para a Irlanda e acompanhar de perto o tratamento. "Eu me coloquei no lugar da Aline. Se estivesse na situação dela, iria querer minha mãe por perto", diz Luciana.
Esperança
Todas as novidades deixaram a estudante ainda mais animada. "Quero não precisar depender de ninguém enquanto estiver usando cadeira de rodas", afirma Aline. A mineira pretende voltar ao Brasil e tentar conseguir uma vaga em um hospital especializado. "Eu confio muito mais nos médicos brasileiros e acho que eles acreditariam no meu sonho de voltar a andar", afirma.
Atropelamento
Aline foi atropelada no dia 22 de julho quando estava a caminho do trabalho. Ela distribuía jornais gratuitos em uma esquina perto do centro de Dublin. Para ganhar tempo, saía de casa de bicicleta. Em uma curva, um caminhão tocou na bicicleta e a derrubou. O veículo passou por cima da jovem e o motorista fugiu, sem prestar ajuda.
Uma mulher que sempre pegava jornal com Aline viu o acidente e chamou socorro. Durante todo o tempo, a estudante ficou consciente e disse que na hora, por instinto, tentou proteger a cabeça com as mãos e que pouco depois do atropelamento já não movia e nem sentia as pernas.
Dias depois, a polícia conseguiu localizar o veículo e identificar o motorista, que foi processado.
Redação Terra