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IBGE: população jovem caiu 0,7% entre 2006 e 2007

18 de setembro de 2008 10h11 atualizado às 10h45

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta para o envelhecimento da população, na comparação com 2006. De 2006 para 2007, o grupo mais jovem, de 0 a 14 anos, apresentou redução de 0,7%, enquanto o contingente da população de 40 anos ou mais de idade cresceu 4,2%. Segundo a pesquisa, esse comportamento se repete em todas as regiões, com exceção da região Norte, onde na faixa etária de 0 a 14 anos foi registrado um crescimento de 1,3% no período.

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Também foi observado na região Norte que 23,7% da população tinha 40 anos ou mais. Além disso, o contingente de pessoas na faixa etária de zero a 4 anos (1,6 milhão) foi maior do que o de pessoas com 60 anos ou mais (1 milhão).

Pela primeira vez, o IBGE incluiu na Pnad dados das áreas rurais dos estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. A população residente nessas áreas representava, em 2007, 1,9% do total do País e 23,9% da região Norte. Nos Estados da região Norte, o IBGE constatou os maiores percentuais de pessoas de 0 a 4 anos, sobretudo em Roraima e no Amapá.

Os Estados das regiões Sudeste e Sul registraram os menores percentuais entre a população na faixa de 0 a 14 anos, com destaque para Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (6,3%), Santa Catarina (6,1%) e Rio Grande do Sul (6,3%).

Previdência
Apesar de mostrar o envelhecimento da população fato que pode representar um problema para a Previdência Social pela primeira vez, desde o início da década de 1990, a proporção de trabalhadores que contribuem com a previdência ultrapassou a metade.

No ano passado, 46,1 milhões de trabalhadores eram contribuintes da Previdência, o que representou 50,7% do total do País. Em 2006, a proporção dos que contribuíam para a Previdência era de 48,8% dos trabalhadores.

Nas cinco regiões do País aumentou a proporção de pessoas ocupadas que contribuíam para a Previdência Social. A região Sudeste foi a que apresentou o maior percentual, 61,6% e o Nordeste, o menor, 32,1%.

A contribuição para a Previdência aumentou em quase todas as atividades. A administração pública foi o segmento com o maior aumento, passando de 74,4% para 85,9% entre 1997 e 2007. Na indústria de transformação, o percentual de contribuintes passou de 63,4% para 67,1% no mesmo período.

O menor aumento de contribuintes foi observado na atividade agrícola, 15,9%, o que representou 6,2 pontos percentuais na comparação com o período anterior. A contribuição dos trabalho doméstico também aumentou, passando de 23,8% para 30,6%. No setor de construção o percentual de contribuintes passou de 31,7% para 32,4%.

A pesquisa demonstrou que em dez anos, a proporção de trabalhadores sindicalizados na população ocupada aumentou de 16,2%, registrados em 1997, para 17,6%, em 2007. Houve ainda um aumento expressivo de trabalhadores sindicalizados entre os trabalhadores da agricultura. Na indústria de transformação, foi verificada pequena redução da proporção de pessoas sindicalizadas. Há dez anos eram 21,0% e, em 2007, 20,3%. No comércio e reparação, houve um pequeno aumento (0,5 ponto percentual) e, na construção, não houve variação.

Agência Brasil