O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou em entrevista à TV Brasil que tenha decidido afastar em definitivo o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda. Ele não atribuiu culpa a Lacerda e disse que a investigação apontará os responsáveis pelo grampo. "O Paulo Lacerda é um profissional do Estado brasileiro da mais alta competência pode voltar a hora que quiser, depois que for terminado essa investigação. (...) Agora todo mundo pode cometer erros também", disse.
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Lula comentou o trabalho de resstruturação que o governo realizava na Abin com Lacerda. "O que nós estávamos fazendo era reestruturando a Abin, porque a Abin foi desmontada. A Abin, na verdade, tiraram os dois braços as duas pernas e deixaram o corpo lá, sem poder fazer nada. Quando levamos o Paulo Lacerda para lá, era para aproveitar a experiencia do Paulo Lacerda e estruturar a Abin enquanto uma agência de defesa do Estado Nacional", afirmou.
Quanto às denúncias sobre a realização de supostos grampos por funcionários das Abin para a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o presidente respondeu que não há motivo para nervoso, pois "nós temos apenas que apurar e vai ser apurado".
"A melhor forma para que a gente possa apurar e inclusive deixar o Paulo Lacerda muito mais a vontade foi afastá-lo de lá para que a investigação seja feita pela Polícia Federal", afirmou Lula.
O presidente afirmou ainda que não viu como um problema a prisão do segundo homem na hierarquia da Polícia Federal, Romero Menzees. "Eu não vejo problema quando um cidadão é preso como ele foi, até que seja esclarecido uma denúncia feita pelo Ministério Público que também não se sabe se é verdadeira. Mas tinha uma ordem judicial, então você cumpre a ordem", disse.
Sobre a prática generalizada do uso de grampos em investigações, Lula afirmou que é necessário coibir abusos, mas não coibir as investigações. "Nós já mandamos os projetos de lei que tínhamos que mandar. O Supremo Tribunal Federal, junto com o Conselho de Justiça, tomou algumas atitudes. O que nós precisamos é coibir abusos, ou seja, você não vai coibir as investigações, você vai coibir os abusos", afirmou.
- Redação Terra

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