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Cerca de 800 policiais civis e militares, distribuídos em 300 carros e em um blindado, ocuparam a favela nesta manhã. Houve troca de tiros e o policial civil Alexander Marchon Gomes, 37 anos, foi baleado na cabeça. O estado dele é grave. Ele foi operado no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Dois homens que, segundo a polícia eram traficantes, foram mortos no confronto. A polícia encontrou uma casa usada para consertar armas e armazenar drogas. Os agentes apreenderam no local 30 kg de maconha, 20 kg de cocaína, três metralhadoras ponto 30 e dois fuzis calibre 12.
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram paralisadas, por medida de segurança. O comércio e as escolas fecharam as portas. Os ônibus circulam normalmente. O secretário de Segurança Pública, Mariano Beltrame, disse que a ação foi planejada pelo serviço de inteligência da secretaria.
Entre os suspeitos mortos com Tota estariam Jansen Soares, conhecido como Jota ou Paraíba, Ronaldo de Souza Ferreira, o Jiló ou Piu - que seria irmão de Tota - e outros dois identificados como Cristiano e Torrada.
A ordem para matar os traficantes teria partido de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, preso no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Os traficantes teriam sido executados pelos próprios comparsas.
Nesta terça, o Disque-Denúncia registrou 12 ligações com informações sobre a morte de Tota. Segundo a polícia, o chefe do morro estaria recrutando bandidos para debandarem para a quadrilha Amigos dos Amigos (ADA), mas um deles teria comunicado o fato aos cúmplices do Comando Vermelho.
JB Online