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João Roberto foi baleado na cabeça em uma perseguição policial no bairro da Tijuca, na zona norte da capital fluminense. O carro em que o menino estava com a mãe e o irmão de 9 meses teria sido confundido por dois PMs que perseguiriam um veículo com criminosos. Os policiais fizeram 17 disparos no carro.
Em sua decisão, a magistrada argumenta que o taxista está impossibilitado de trabalhar desde o crime. "A tragédia que se abateu sobre suas vidas (da família) está causando dificuldades de manter o equilíbrio emocional, estando o autor (da ação, Paulo Roberto) incapacitado de realizar sua profissão de taxista", diz na sentença.
Para o tratamento psicológico, serão três salários mínimos mensais para o casal, o filho Vinícius e os avós Cyrene da Silva Amorim e Lurimar Barbosa de Souza - cerca de R$ 1.245 para cada em seis meses.
"Esse é o valor pedido inicialmente. Até que se faça um novo exame para fazer tratamento psicológico e outras coisas", explicou o advogado da família, João Tancredo.
"Ele (Paulo Roberto) está muito mal. De vez em quando a gente pega ele falando sozinho. A Alessandra é funcionária pública federal. Tem como pedir licença. Ele não, se parar de trabalhar morre de fome", disse.
João Tancredo explicou também que o Estado agora é intimado a pagar o valor determinado. Caso não cumpra, pagará multa de 25 salários mínimos por dia. "Essa medida é antecipatória. Porque se esperar concluir todo o processo nao adianta mais nada", disse.
Com informações do jornal O Dia
Redação Terra