Os
deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Gustavo Fruet (PSDB-PR),
integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
das Escutas Telefônicas Clandestinas, pedirão hoje (3)
ao presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar
Britto, que a entidade fiscalize as eleições municipais
e que haja uma auditoria independente nas urnas eletrônicas.
Segundo
os parlamentares, o sistema de criptografia das urnas, que codifica
as informações contidas nos equipamentos, foi
desenvolvido pela Agência Brasileira de Inteligência
(Abin).
"Diante
das denúncias de que a agência poderia ter participado
de escutas ilegais, estamos pedindo que haja uma auditoria externa e
independente para verificar se não há nenhuma
possibilidade de monitoramento [das informações] das
urnas ou indícios de fraude no processo eleitoral no Brasil",
argumentou Jungmann.
"Não
estamos lançando nenhuma suspeição sobre a Abin,
mas queremos manter o retrospecto positivo do processo eleitoral no
país", acrescentou.