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Ela também disse que episódios como o da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) causam um desequilíbrio das instituições da República, "como é o caso desse absurdo feito no Supremo Tribunal Federal". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu afastar toda a cúpula da Abin, após denúncias de escutas telefônicas ilegais. O afastamento é temporário até que uma investigação do Ministério Público e da Polícia Federal seja concluída. Uma reportagem publicada na revista Veja acusa a agência de grampear telefonemas do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de ministros do governo Lula e de políticos da situação e da oposição.
Afirmando não ter conhecimento sobre o afastamento, por ter saído mais cedo de Brasília para evento de apoio à reeleição do prefeito de Vitória (ES), Dilma disse que o Brasil vive hoje uma situação democrática, mas que requer aperfeiçoamento. "A gente não pode achar que está tudo bem. Acredito que esses aperfeiçoamentos são fundamentais para que haja uma situação de legalidade, de democracia", disse a ministra.
"Nós estamos em um momento em que se divulga qualquer coisa e qualquer pessoa hoje tem acesso aos instrumentos de controle, de monitoramento de longa distância, que necessita ser regulado. Necessita que haja um processo de regulamentação que evite excessos", afirmou.
A ministra disse desconhecer se as conversas dela também foram gravadas, mas que se isso ocorresse não haveria nenhum problema "porque o que eu falo por telefone é passível de ser escutado, porque é o dia-a-dia do exercício da minha função". Ela alertou, porém, que as pessoas podem ter acesso a informações que podem ser usadas indevidamente. "É impossível, sob qualquer aspecto, aceitar grampo. Não só de ministro de Estado como do cidadão comum, porque afeta um direito máximo constitucional", afirmou.
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