Polícia: mãe de bebê salvo por fralda será indiciada

28 de agosto de 2008 • 15h17 • atualizado em 29 de agosto de 2008 às 08h49
Fralda que salvou bebê após queda do terceiro andar permanece pendurada na frente de prédio, em Recife
Fralda que salvou bebê após queda do terceiro andar permanece pendurada na frente de prédio, em Recife
27 de agosto de 2008
Rodrigo Lobo/Jc Imagem/Agência Estado

Alexandra Torres
Direto do Recife

Recife


O delegado da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), Carlos Onofre, responsável pelas investigações sobre a queda de um bebê do terceiro andar de um prédio no Recife, na terça-feira, afirmou que a mãe da criança, Francieli Pinto Ribeiro, será indiciada. Segundo ele, a mulher pode responder por lesão corporal culposa, acusada por negligência. Um inquérito policial foi instaurado e peritos devem ir até o apartamento do casal para analisarem o local.

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O bebê de 1 ano e 6 meses pode sair do Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Memorial São José hoje. A criança será encaminhada para um quarto onde ainda ficará em observação. Por ter tido a queda amortecida pela fralda descartável que ficou presa em grampos de ferro que protegem o muro do prédio, o bebê teve apenas fratura na perna e escoriação na cabeça.

O delegado já iniciou a tomada de depoimentos. Três pessoas, entre elas o pai do bebê, foram ouvidas. Na tarde de hoje, irão depor o porteiro do prédio, Manoel Messias, e uma moradora que foi a primeira pessoa a prestar ajuda ao bebê depois da queda. O delegado apura se a ocorrência foi ou não um acidente.

A mãe contou à polícia que estava organizando o guarda-roupa no quarto da criança, quando ele se dirigiu para a sala, subiu no sofá e se apoiou no parapeito da janela, despencando do terceiro andar.

A mesma versão foi confirmada pelo depoimento da outra filha do casal, de 3 anos, que presenciou a cena. A menina, que conversou com uma psicóloga, afirmou de forma tranqüila que "ele subiu no sofá e caiu". O referido sofá fica encostado na janela do apartamento que não possui tela de proteção.

Em seu depoimento, o pai do bebê afirmou que não se encontrava em casa na hora do fato.

Redação Terra
 
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