MPs: Garibaldi é 'coveiro' do Senado, diz Jereissati

27 de agosto de 2008 • 17h17 • atualizado às 19h20

Irritados com o grande número de medidas provisórias pendente de votação no Plenário do Senado, senadores de oposição fizeram duras críticas e culparam o presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). "Senador Garibaldi, está na hora de vossa excelência parar de falar no jornal e reagir, reagir como presidente desta Casa, reagir ao defender a honra desta Casa, defender a dignidade e a existência desta Casa. Se vossa excelência continuar a falar pelos jornais e não fizer nada de concreto, estará sendo coveiro deste moribundo Senado, o que está acontecendo aqui agora", disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

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O descontentamento dos senadores se deu primeiramente por causa de uma entrevista concedida por Garibaldi na qual ele diz que o Senado está "moribundo" por causa do grande número de MPs. Jereissati (PSDB-CE) criticou o fato de todos os senadores serem convocados a vir para Brasília e quando se encontram para votar se vêem na obrigação de votar diversas MPs que sequer tem caráter urgente e relevante, conforme prevê a lei.

Na visão dele, o presidente da Casa deveria ter uma posição mais dura em relação ao tema, em vez de conceder entrevistas. Quem acompanhou o senador foi o também tucano Artur Virgilio (AM). O senador criticou em Plenário até o fato de Garibaldi ter se atrasado para a ordem do dia, prevista para começar às 16h.

"Ele zela tanto pela imagem do Congresso e não tem como estar presente aqui às 16h. A partir de agora, eu me sinto credor do presidente Garibaldi e vou cobrar, a cada cinco minutos, a sua presença nessa mesa porque o lugar dele não é mais em nenhum lugar. O lugar dele é aqui presidindo a Casa", crititcou.

Redação Terra
 
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