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 Jobim: serviço militar obrigatório terá mudanças
26 de agosto de 2008 02h32

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nessa segunda-feira, após solenidade do Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, que as Forças Armadas passarão por mudanças significativas após o próximo 7 de Setembro. No Dia da Independência, será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Programa Estratégico Nacional de Defesa. Algumas novidades serão no serviço militar obrigatório.

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"Atualmente, o serviço militar é obrigatório no sentido legal, mas, na verdade, como você tem procura maior que a demanda, há uma espécie de serviço militar para aqueles que querem servir", observou o ministro. "É importante mudar essa característica e termos representações de diversas classes do Brasil, considerando que o serviço militar é um importante nivelador republicano. Queremos criar um mecanismo civil para que o excedente preste serviços civis. Isso está sendo pensado no Plano Estratégico Nacional de Defesa", avisou Jobim.

Com isso, jovens da classe média terão menos chances de não prestar o serviço militar nos quartéis ou nas repartições públicas. Para os que já estiverem cursando a universidade, a opção será a de retardar a apresentação até a formatura. Depois, serão chamados para atuar diretamente nas áreas em que concluíram o Nível Superior. "Será feito um redimensionamento do serviço militar obrigatório, estabelecendo sempre forças de reserva", informou Jobim.

O ministro acredita que o governo vá receber bem a proposta de criação de serviço social para os jovens que não prestarem o serviço militar obrigatório. A idéia principal é que os recrutas que atualmente não são aproveitados nos quartéis trabalhem em hospitais, escolas e no combate ao desmatamento - o que não tiraria do jovem o direito de receber treinamento militar.

Conforme antecipou a coluna Força Militar, no dia 10 de março, a escassez de jovens de classes média e alta nos quartéis vem causando preocupação no governo. Na avaliação dos elaboradores do PAC da Defesa, incluídos o próprio Jobim e o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, os jovens de classes média e alta conseguem evitar o quartel com facilidade.

"Em todas as formaturas que fui, observei que a função niveladora está mudando. Hoje, o número de rapazes que entram para ter o que comer e onde dormir é cada vez maior. Vamos acabar com o serviço militar obrigatório? Vamos fazer o que no lugar?", questionou o ministro Jobim à época.

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