» Polícia busca suspeitos de milícia
» Tiroteio deixa 7 mortos em favela
» Leia mais notícias do jornal O Dia
"Com certeza essa ação foi obra do Luciano. Tanto ele quanto mais da metade do grupo responsável por esse assassinato estúpido já foram identificados e em pouco tempo teremos o mandado de prisão expedido", disse Beltrame.
De acordo com o secretário, o policiamento foi reforçado no local, mas defende que a reação do Estado contra os integrantes de milícias não pode ser feita "com sangue na boca". Beltrame disse que a polícia trabalha para provar ao Judiciário os crimes cometidos pelos milicianos.
"Não é simplesmente ir ao local e prender as pessoas. Temos que ter critérios. Uma ação emergencial não pode ser uma ação descabida. Temos que ir ao objetivo. Não podemos ir lá com gosto de sangue na boca. Nosso maior objetivo é juntar provas para dar velocidade nas investigações. A questão da inteligência é de formar provas, dar materialidade. Isso é um caminho, muitas vezes, demorado, mas de muita qualidade", afirmou.
O delegado Marcus Neves, da 35ª Delegacia Policial (Campo Grande), que investiga a ação de milicianos na região, também esteve presente na reunião na Alerj. Nesta quarta-feira, ele afirmou que 10 dos 17 paramilitares que participaram da chacina na favela já foram identificados. Dos 10, três seriam policiais militares, dois policiais civis e um bombeiro.
O delegado afirma que o objetivo dos milicianos, que se passaram por traficantes, era assustar os moradores para conseguir prestígio frente à população. "Luciano fez tudo isso para tentar impressionar a comunidade e fazer crer que, sem a milícia na favela, ela vira um alvo fácil para os traficantes entrarem para barbarizar os moradores".
O delegado vai encaminhar relatórios à Secretaria de Segurança e à Polícia Federal, informando que outro objetivo da ação foi fortalecer a candidatura a vereadora da filha de Jerominho, Carminha Jerominho. "Eles montaram um plano mirabolante para intidimidar a população e tentar impor a candidatura que apoiam. Estão jogando as últimas fichas para emplacar a Carminha, mas duvido que consigam", afirmou Neves, na quarta-feira.
Policiais do Regimento de Cavalaria e do serviço reservado ocupam a favela do Barbante, entre Campo Grande e Inhoaíba, na zona oeste do Rio. Os agentes estão à procura de milicianos que mataram os moradores.
O Dia - © Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.