Rio: polícia busca suspeitos de integrar milícia

21 de agosto de 2008 • 11h55 • atualizado às 12h21

Policiais do Regimento de Cavalaria e do Serviço Reservado ocupam a Favela do Barbante, entre Campo Grande e Inhoaíba, na zona oeste do Rio. Os agentes estão à procura de supostos integrantes de milícias que teriam matado sete pessoas e ferido outras duas na madrugada de ontem. Até as 11h30, o clima era tranqüilo na comunidade.

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O delegado titular da 35ª Delegacia Policial (Campo Grande), Marcus Neves, identificou ontem 10 dos 17 suspeitos de executar a tiros sete moradores da favela do Barbante, em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, na noite de ontem. Entre os suspeitos, há três policiais militares.

De acordo com o delegado, os homens foram identificados porque os moradores anotaram as placas dos cinco carros nos quais os milicianos chegaram à favela. Para Neves, a ação foi planejada, organizada e comandada por milicianos da "Liga da Justiça", que seriam chefiados por Luciano Guinâncio Guimarães, filho do vereador Jeronimo Guimarães, o Jerominho, preso em Bangu 8.

O delegado acredita que a invasão da favela teve o objetivo de favorecer políticos ligados à milícia, que são candidatos nas eleições municipais de outubro. A intenção do grupo, segundo o delegado, seria o de atribuir a autoria das execuções a traficantes do Comando Vermelho.

Neves afirmou ontem que vai fazer um relatório para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e outro para a Polícia Federal, informando sobre a motivação política da ação criminosa. De acordo com o delegado, todas as vítimas não possuem envolvimento com crime e são moradores da favela que foram escolhidos aleatoriamente pelo grupo e executados.

"Foi uma barbaridade que fizeram com os moradores. Todos os que morreram eram trabalhadores. Eles perderam o controle da situação e agora estão desesperados, cometendo uma série de arbitrariedades", disse.

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