Diretor da Abin: algema não deve ser usada para humilhar

20 de agosto de 2008 • 18h51 • atualizado às 18h53

Marina Mello
Direto de Brasília

Brasil


O diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, afirmou netsa noite em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas que é contra qualquer tipo de ação que faça uso das algemas com o objetivo de humilhar o preso. Ele defendeu que seja regulamentado no País o uso do mecanismo. "Devemos reconhecer que a algema não deve ser instrumento para humilhação de ninguém, seja rico ou pobre", disse.

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Segundo Lacerda, que ficou mais de quatro anos na direção da Polícia Federal, essa é uma discussão antiga que divide opiniões. Na visão dele, o uso do mecanismo deve ser disciplinado pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso. "Se o STF está disciplinando isso e vossas excelências também, acho que esse é um momento importante", disse.

De acordo com o diretor da Abin, os policiais que estiveram em operações mais violentas tem uma opinião distinta dos que atuam dentro das salas. "Essa é uma discussão antiga, nós não conseguimos encontrar um meio termo dentro da PF. Quem, como eu, não trabalhou à frente das operações mais violentas, tem uma visão mais tolerante. Mas aquele policial, o chamado tira, tem mais essa sensibilidade do criminoso, da sua astúcia, das suas artimanhas, esse policial tem outra visão", afirmou.

Redação Terra
 
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