Marina Mello
Direto de Brasília
Brasil
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"A Abin não realizou atividades para as quais não possua respaldo na legislação em vigor, sendo absurdas as afirmativas de que a agência tenha executado serviços de monitoramento de comunicações de qualquer natureza, em locais públicos ou privados", afirmou.
Lacerda negou ainda que a Abin tenha realizado qualquer tipo de interceptação telefônica no Palácio do Planalto ou no Supremo Tribunal Federal. Lacerda criticou alguns veículos de comunicação que, segundo ele, publicaram matérias irresponsáveis em relação ao assunto. Ele desafiou revistas e jornais que publicaram matérias acusando a agência a realizar esse tipo de trabalho que apresentassem provas do ocorrido.
Segundo o diretor, agentes da Abin passaram a cooperar com as investigações da Operação Satiagraha após uma solicitação do delegado Protógenes Queiroz. De acordo com ele, é normal profissionais de diversas áreas, como Receita Federal, Ibama ou Banco Central, cooperarem com operações da PF, dependendo da natureza da investigação.
O diretor da Abin disse que até hoje existe no Brasil uma espécie de preconceito em relação a Agência que remetem ao período da Ditadura Militar. "Apesar de esforços governamentais em reestruturar a Abin para romper com estigmas de SNI (Serviço Nacional de Informação, criado no período da ditadura), volta e meia a agência é vítima de discriminação", disse.
Redação Terra