Conselho mantém promotor acusado de morte fora do cargo

18 de agosto de 2008 • 15h05 • atualizado às 15h06

Marina Mello
Direto de Brasília

São Paulo


Os membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiram por maioria confirmar a decisão de não conceder a vitaliciedade para o promotor Thales Ferri Schoedl, acusado pelo assassinato do atleta Diego Mendes Modanez, 20 anos, no litoral de São Paulo, em 2004. O conselho já havia decidido pela não vitaliciedade de Schoedl, ou seja, decidido que ele não deveria ser efetivado na carreira de promotor.

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Como Ernando Uchoa, um dos conselheiros, havia pedido vistas, a decisão final sobre o caso foi adiada para esta segunda-feira. Nesta tarde, Uchoa votou a favor da efetivação de Schoedl como promotor, mas como a maioria dos membros do conselho não concordou com ele, prevaleceu decisão inicial.

Uchoa alegou em seu voto que Schoedl não poderia deixar de ser efetivado como promotor por causa de não ter concluído seu estágio probatório. Para ele, Schoedl já havia cursado tempo suficiente e sob esse argumento merecia sim ser efetivado.

Com isso, Schoedl que teria seu caso julgado na próxima quarta-feira pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) pelo fato de ser promotor, agora terá que responder ao processo na Justiça comum.

O Conselho decidiu que o Ministério Público de São Paulo deverá ser avisado o mais rápido possível sobre a decisão de que Schoedl não foi efetivado como promotor. O caso dele será julgado pelo Tribunal do Júri.

Redação Terra
 
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